sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

É engraçado esse ciclo da vida. 
Nós nascemos, somos o centro das atenções até dizer a primeira palavra, até dar o nosso primeiro passo. 
Deixamos de ser bebês e passamos a ser crianças e junto com isso vem as perguntas, aquela série de porquês que para os adultos é um saco, começamos a frequentar a escola, mas não encaramos isso como uma responsabilidade, e sim como um parque de diversão que as vezes fica um pouco chato.
Então nos viramos adolescentes e algumas coisas começam a perder a graça, a gente não brinca mais de boneca porque acha careta, a cara é ficar na internet e sair na noite; então torcemos para os anos passarem rápido para então ter a maior idade, e o que é contráditorio é que quando chegamos perto dos dezoito ano a nossa maior vontade é voltar a ser criança, não ter responsabilidades, só brincar, ir para escola sem compromisso algum, mas não é assim que as coisas caminham a tendência das responsabilidades dai em diante, é só aumentar. 
Nos tornamos adultos, terminamos a escola mas os estudos não acabam, junto com isso vem a faculdade e o trabalho, nos adaptamos a uma rotina, e eu não sei onde no meio dessa nossa evolução nós começamos a perder aquela essência de quando eramos criança, não digo a ingenuidade, porque é claro que com o passar do tempo nós amadurecemos, mas digo que nós perdemos aquela ânsia de aprender coisas, a curiosidade de saber coisas novas, de adquirir mais conhecimento para nós mesmos; e acredito que a causa de tudo isso é essa facilidade que nós seres humanos temos de nos acostumarmos com o que nos é dado e achar que é suficiente. NÃÃÃO, não é suficiente, conhecimento quanto mais melhor, nós nos contentamos com tão pouco, e isso é como 'parar no tempo'.E acho que isso que me faz admirar uma criança, que mesmo cheia de inocência, uma das maiores qualidades que ela possui é essa; ela não se contenta com o que tem, tá sempre querendo mais, sempre questionando .. E acho que nós não deveriamos perder essa qualidade nunca, e a minha maior dúvida é, em que parte do caminho nós abrimos mão de uma qualidade tão preciosa.

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